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Chimarrão – Companhia em tempos de pandemia

Desde que a pandemia do Covid-19 começou, muitos hábitos foram alterados. Não cumprimentamos mais com apertos de mão, abraços ou beijos. Cantar parabéns com a vela em cima do bolo já não faz mais sentido – assoprá-la então, inimaginável. Mas o chimarrão apesar de deixar de ser compartilhado continua sendo elemento inseparável do gaúcho. Uma mudança de hábito, mas não de costume.

Cada um com a sua cuia

A roda de chimarrão, a cuia passando de mão em mão, lembranças cada vez mais distantes da nossa realidade. Enquanto o coronavírus circula a recomendação é de não compartilhar o mate. Se não é mais possível matear junto com outras pessoas, o chimarrão individual conseguiu o seu espaço. Segundo informações do Pioneiro, o consumo de erva-mate aumentou 20% durante a pandemia no RS.

O isolamento social torna o chimarrão um elemento de aconchego e companhia, o aumento de sua presença vem acompanhado da procura por cuias menores – um questão de praticidade, mas principalmente economia.

Como fazer um mate econômico?

Mesmo que você não tenha uma cuia pequena é possível economizar erva-mate ao preparar o seu chimarrão. Existem diversas formas de fazer um mate com pouca erva, fazendo assim seu pacote de erva-mate durar muito mais. Fiz um vídeo ensinando como eu faço o um mate econômico:

@bibi_ama

Como fazer chimarrão usando pouca erva? Assista o vídeo e economize #chimarrao #matebarato #chimas #chimarraoindividual #economizeerva #chimasxcorona

♬ som original – bibi_ama

Roda de Chimarrão – o que esperar do futuro?

Até a população ser vacinada é impossível imaginar uma roda de amigos compartilhando a mesma cuia. De qualquer forma, mesmo depois que isso acontecer será que não iremos aderir ao chimarrão individual transformando o hábito em costume? Difícil saber, o fato é que mesmo que a roda de chimarrão volte a ser algo normal nas nossas vidas, para quem não mora no RS a primeira reação ao ver uma bebida sendo compartilhada já era de estranhamento, imagine daqui para frente.

Oferecer um mate para quem chega, mesmo com a melhor intenção, poderá ser visto com desconfiança. Em resumo, por melhor companhia que o mate individual seja, ele não substitui o significado da roda de mate, da espera, da conversa e principalmente do compartilhar. João Chagas Leite tem uma música chamada Seiva de Vida e Paz, que na minha opinião tem um dos mais bonitos trechos da música gaúcha: “Se os senhores da guerra / Mateassem ao pé do fogo / Deixando o ódio pra trás,/ Antes de lavar a erva / O mundo estaria em paz!”

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